Arbitragem e terceiros não signatários: limites da competência arbitral na produção de provas: análise do REsp 2.048.065/SP

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Fernanda Mathias de Souza Garcia

Resumo

O presente artigo analisa os limites subjetivos da jurisdição arbitral no direito brasileiro, a partir do julgamento do Recurso Especial nº 2.048.065/SP pelo Superior Tribunal de Justiça. O estudo concentra-se na possibilidade de submissão de terceiro não signatário da convenção de arbitragem à competência do juízo arbitral, especialmente no contexto de ação de produção antecipada de provas. Partindo da natureza consensual da arbitragem e do princípio da competência-competência, examina-se a fundamentação adotada pelo Tribunal para afirmar a competência do Poder Judiciário quando inexistente consentimento do terceiro. Demonstra-se que a decisão não representa restrição indevida à arbitragem, mas reafirma seus limites estruturais, preservando a autonomia da vontade como elemento legitimador da jurisdição arbitral. O trabalho dialoga com a doutrina especializada e contribui para a compreensão da articulação entre arbitragem e jurisdição estatal em hipóteses que envolvem terceiros alheios à convenção arbitral.

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Seção
Artigos
Biografia do Autor

Fernanda Mathias de Souza Garcia

Doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) (2024–atual). Mestre em Direito, Regulação e Políticas Públicas pela UnB (2019–2021). Graduada em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) (2000). Possui especialização em Direito Administrativo pela Universidade Católica de Brasília (UCB - 2003) e concluiu o Corso di Perfezionamento em Diritto dell'Integrazione e Unifi cazione del Diritto nel Sistema Giuridico Romanistico (Diritti Europei e Diritto Latinoamericano), pela Università degli Studi di Roma "Tor Vergata" (Itália, 2001-2002). Professora de Direito Administrativo do UniCEUB desde 2003 (atualmente
licenciada). Atuou na advocacia privada nas áreas cível e criminal. Desde 2008 é Analista Judiciária concursada. No Supremo Tribunal Federal, exerceu diversas funções em gabinetes de Ministros. No Conselho Nacional de Justiça, ocupou a chefi a de gabinete da Secretaria-Geral, vinculada à Presidência do órgão. Assessora de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, com experiência nas Seções de Direito Público e Direito Privado. Instrutora de cursos no STF e no STJ. Autora do livro Herança Digital: o Direito Brasileiro e a Experiência Estrangeira, em sua segunda edição, além de diversos artigos publicados em livros e periódicos nacionais e
internacionais. Participa do grupo de pesquisa em direito regulatório ligado à UnB (GECEM).
Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/7861288901504571.
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2803-1039.